sábado, 29 de setembro de 2007

Aos que partem... e aos que ficam...


Há algum tempo, em conversa com uma amiga dizia que a minha relação com os amigos de Guimarães tinha uma grande base de partidas e regressos... a verdade é que entre nós há sempre alguém de partida... e sempre alguém que acaba de chegar. Talvez seja por isso que recordamos sempre os momentos em que estamos todos juntos, porque nessas alturas nao ha passados nem futuros. Quem está, dir-se-ia que sempre esteve e estará. Mesmo que tenha acabado de chegar, ou que esteja prestes a partir.

Por isso, a todos os que regressam: Bem Vindos!! E a todos os que partem: Vao com Deus e voltem depressa!!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Caras de Livro

Gostei da tradução tão obviamente lembrada pela nossa cara (de livro) Alexandra. Juntem-se a nós no Facebook e divirtam-se a fazer guerras de comida, a oferecer presentes, peixes e ET's, e outras tantas aplicações divertidas. Podemos ser amigos virtuais em http://www.facebook.com/
E nem de propósito, depois do meu encontro com os amigos erasmus no passado fim-de-semana, reencontrei outros tantos por estas bandas, desde que conheci este site engraçado. E até fotos minhas descobri espalhadas por aí... Esta eu não tinha: Polónia, 15 graus negativos, e o namorico de inverno atrás de mim. bom de lembrar...

Até me envergonho de continuar a postar sozinha...

Porque este blog não é só meu (e da mila), é um blog de "nós".
Por isso, e sem ser por causa disso, cá vai poesia.
Todos sabemos acender um fósforo

a quem nos pede lume.


Talvez fosse uma conversa

possível até ao fim. Mas o mais vulgar

é ficarmos onde estamos

com o fósforo aceso à beira do rosto


- e antes de haver tempo

a chama queima os dedos.

Um poema de Carlos Poças Falcão, escritor vimaranense. É professor da Xico, entrevistei-o esta semana e cheirava bem.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O que vai ficar na fotografia... são os laços invisíveis que havia!

Como há muita coisa que ficou para além da fotografia, foi muito bom passar a noite a lembrar momentos e afectos. «E daquela vez, na festa portuguesa?», «E os profs, a Kinga, o Piotre?», «E a neve...», «As jantaradas na nossa casa, nós a dormir na vossa...».
E de repente, «fogo, já passaram três anos!».

É bom perceber que muitas coisas não mudam... só estamos mais crescidos e a Ana vai casar!


ERASMUS/LODZ 2004




sábado, 22 de setembro de 2007

Porquê?


Meus amigos/a, (Fábio, Zé, Nuno, Emanuel e Selma) este blog parece abandonado....

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Devo ter confundido... Isto passou-se nos EUA?!



Ou num qualquer país ditador de terceiro mundo?!

Uma cena destas nos dias de hoje é de meter medo. Ainda pra mais naquele que é considerado o país mais "desenvolvido" do mundo...

E era preciso magoar o rapaz só pra mostrar a nova engenhoca que inventaram, aqueles "evoluídos"?! E prendê-lo porque ultrapassou o tempo determinado para falar (traduza-se: teve a coragem de enfrentar um político com verdades inconvenientes).

Bem, nunca pensei dizer isto, mas "viva o 25 de Abril".

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

E são assim os reencontros...

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Lá fomos nós, mais uma vez, visitar "as amigas".

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

2 mil metros: o durante e o depois...


Cá está! Na minha tentativa de publicar um dos meus preciosos videos caseiros, mostro-vos ao vivo os momentos que se seguiram à proposta "vamos àquela casinha!".
Isto para ilustrar a nossa não muito semelhante subida à casinha do Buçaco, onde esta história marcante da minha vida veio à baila...

Dia 23 de Maio de 2004, este grupo de estudantes aspirantes a jornalistas e coisas do género lembra-se de subir a uma das serras d'Aire e Candeeiros, algures para os lados de Porto de Mós.
Como bons comunicadores, levamos a câmara atrás.

O momento em que eu estive prestes a dizer "xau" à vida, sem conseguir dar o passo seguinte, não está obviamente aqui, mas existe o antes (onde eu ainda conseguia gritar com os bichos), e o depois (o alívio de estarmos vivos algures numa aldeia chamada Covões Largos).

20 Km, muitos poços discretamente escondidos abaixo dos nossos pés, 4 horas depois, e minutos antes de ouvir o pior raspanete da nossa vida, eis-nos no cimo da montanha.

Felizes! Heróis... muito histéricos. À espera do bombeiro que nos vinha buscar e que nos viria a explicar, embora já o soubéssemos, que tinhamos acabado de arriscar a nossa vida.





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Estamos a ficar velhos...

"Nos olhos do jovem arde a chama. Nos do velho brilha a luz." Ví­tor Hugo

Hoje, enquanto conversávamos, eu e a Suse apercebemo-nos que estamos a ficar velhas. De facto, cada vez mais episódios nostálgicos ocupam lugar nas nossas conversas.
Hoje relembrámos velhos amigos, os antigos membros do Grupo, e tomámos consciência da falta que nos fazem. Sim, eles foram o melhor exemplo de vida em Grupo que podíamos ter tido, porque nos integraram, ouviram, aturaram, levaram, confiaram, partilharam, construíram...
Temos saudades vossas, Alexandre, Susaninha, Lara, Miguel, Paulo, Belinha, Andrea, Toninho, Fernando, Gé e Sandra… temos saudades de nos sentarmos na Ribela a ouvir pela centésima vez as vossas histórias e a rirmo-nos pela centésima vez como se fosse a primeira.
E quando pedíamos aquele bolo de chocolate? E quando víamos filmes e comíamos pizza? E os retiros? E quando nos reuníamos? E quando passeávamos? E quando discutíamos? E quando nos ríamos?
Voltem, nem que seja por um dia, para recuperarmos estes momentos outra vez…

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Está decido, vou dedicar-me ao Rugby...

Depois do decepcionante e vergonhoso jogo da da Selecção Portuguesa de Futebol frente à Sérvia, não fazia nada mal aos jogadores portugueses e ao seleccionador nacional, (que podem encher piscinas com as notas que ganham) porem os olhos na humildade e no brilho, com que os "Lobos" disputam o Campeonato do Mundo de Rugby.
Espero que consigam obter um bom resultado no sábado frente aos "All Blacks" e não se deixem intimidar pela Haka (dança guerreira maori).

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mas que isto arrepia, arrepia...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Até pró ano, querido Verão!!!

Agora que o Verão começa a "entregar a sua alma ao Criador" (ouvi esta expressão esta semana e gostei), nada mais nos resta que prestar-lhe a devida homenagem e afogarmo-nos num mar de saudade... Ai!..
Feel the brise from the sea...

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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Os amigos.


“Os amigos. Entrariam por uma casa em chamas para nos salvarem. Mentem por nós à nossa própria mãe. Sabem de nós mais do que somos capazes de lhes dizer. (…) Eles exigem-nos coisas de nada. As nossas lágrimas. O nosso lenço de assoar. A pele dos nossos inimigos. As batatas fritas do nosso bife. A nossa melhor roupa, por uma noite. Exigem-nos tudo o que nos dão. É preciso regá-los regularmente: é nos ombros deles que cai toda a água dos nossos olhos. Eles espevitam-nos o humor quando menos nos apetece. E depois ficam connosco quando as luzes se apagam e toda a gente se foi embora”.

Inês Pedrosa, A Instrução dos Amantes, p. 141, 1997

Mosaico



Tal como um mosaico
feito de pequenas peças
frágeis e coloridas
que escondem tAnTa cola...

Escondem o mundo,
um sorriso, um olhar,
uma dança da chuva
e TaNtA cola...

Colados, Vaidosos,
alegres e excitados,
livres, maldosos,
com taNTa cola...

Ai, Deus queira a cola dure!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Lições da Avó


Erro fatal no último almoço em família: deixamos o meu pai lavar a loiça!
“Tantas mulheres na cozinha e deixam-no lavar a loiça?” – exclama aterrorizada a minha avó, acrescentando: “O que pensariam as pessoas se vissem uma coisa destas?”.
Bem, depois dos breves segundos em que não consegui vociferar coisa alguma, tal era o meu estado de estupefacção, eis que adquiro a calma suficiente para prosseguir com um breve questionário que me viria a elucidar sobre o que é ser uma mulher casadoira.

- Diz-me lá o que diriam as pessoas avó, já que estou em idade de casar e afinal não sei nada da vida…
- Diriam que é uma vergonha, porque esta é uma função das mulheres!
- Ah, então os homens não devem fazer nada…
- A menos que estejamos muito ocupadas, com outras tarefas. Aí podem dar uma ajuda.
- Entendo. Mas não temos então o direito de nos sentarmos no sofá enquanto eles fazem algumas tarefas domésticas?
- Preferia levantar-me eu para trabalhar do que ver um homem fazer isso! (“Cruzes, credo, canhoto”, acrescentou a sua expressão facial).
Após o susto, a Selma lança aquela que julga ser a frase do ano: “Os homens são como os animais domésticos, as mulheres mandam e eles fazem!”
Dona Idalina, a senhora minha avó, corrige de imediato. “Não, eles é que mandam!”

Bem, julgo ser elucidativo este excerto do diálogo que mudou a minha vida! Aprendi com a voz da experiência que “Mulher não é mulher se não gosta de esfregar o chão de joelhos e raspar os dedos no tanque”. Eu própria, depois de interiorizar lemas tão importantes para uma boa convivência familiar, afirmo que me sinto desorientada se não tenho um homem que me dê ordens e comande a minha vida.

domingo, 2 de setembro de 2007

Até amanhã, camaradas! Ou até breve...

Agora que uma nova vida se aproxima (apesar de ainda não ter descoberto de que lado é que ela vem), volta também a distância (ah! Este blog começa a fazer sentido!).

Esta semana vou voltar à Festa! a verdade é que nunca vi uma festa tão multicultural e "multigeracional" como esta. Gostaria muito que viessem comigo...festejar.

P.S.: Logo a seguir vou ao II Congreso Iberoamericano de Pedagogia Social no qual vão ser discutidas a “Educación Social, Animación Sociocultural Y Desarrollo Comunitario” (pomposo pelo menos é) em Allariz (Galiza) e Chaves. Querem vir?

Começa tudo outra vez!



Último dia de férias, domingo, em casa.

Na sala toda a gente a ver um daqueles filmes de domingo à tarde que de final tão previsível parece uma novela. Eu na net, e por isso dizem eles “não socializo”.

Cá por dentro vai aquele sentimento: “amanhã começa tudo outra vez!”. A rotina do trabalho-casa, casa-trabalho, levantar às 8h, vestir roupa de jornalista respeitável e tentar parecer uma pessoa que sabe o que faz e do que fala. Acho que gosto mais do que faço quando não o faço por dinheiro, o que significa não aturar gajos armados em patrões, não esperar ansiosamente o fim do mês e perceber que o dinheiro nem sempre vem, e não ter que esperar pelo próximo Agosto para viajar.

Definitivamente não encaixa em mim esta vida rotineira que parece não me oferecer perspectivas. Faço o que gosto e isso ajuda bastante a ter vontade de me levantar todas as manhãs. Mas se eu fosse mais livre, se eu não precisasse tanto daqueles tostões ao fim do mês para viver e para fazer o que gosto de fazer, mais do que trabalhar… tudo seria perfeito! E já agora se não me sentisse tão responsável por tantas coisas e me permitisse viver e sentir aquilo que mais importa… talvez conseguisse ganhar novas asas.

Bem, férias terminadas, resta-me apimentar a lavoura diária com os momentos tão especiais que motivaram este blog. Porque aí dispo as máscaras e sou quem realmente sou, uma criança apaixonada! Nem sempre é fácil dizer isto, mas “gosto de vocês”. E lamento que por vezes seja tão difícil demonstrá-lo, quando realmente é isso o mais importante.

Adeus que me vou embora…